Rolls-Royce diz que firmou acordo no Brasil e vai pagar US$ 25 milhões

Total dos acordos da Rolls Royce chega a 671 milhões de libras.
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Empresa britânica também fez acordos nos EUA e na Grã-Bretanha.
Total dos acordos chega a 671 milhões de libras, diz comunicado.

A multinacional britânica Rolls-Royce anunciou nesta segunda-feira (16) que firmou acordos de leniência com as autoridades brasileiras, americanas e da Grã-Bretanha para auxiliar em investigações sobre casos de corrupção nos três países.

Em troca de possíveis punições contra a companhia, eles irão pagar multas que chegam a US$ 25,58 milhões no Brasil, a quase US$ 170 milhões nos Estados Unidos, além de 497 milhões de libras esterlinas na Grã-Bretanha. Segundo a empresa, se confirmados, o total dos acordos, nos três países, chega a 671 milhões de libras esterlinas.

Nas investigações da Lava Jato, o nome da Rolls-Royce apareceu após a delação do ex-gerente de Serviços da Petrobras, Pedro Barusco. Ele disse que a empresa pagou propinas a funcionários da Petrobras para fechar um contrato de US$ 100 milhões com a estatal. A multinacional forneceu turbinas de geração de energia para plataformas de petróleo.

No depoimento, Barusco disse que ele próprio recebeu US$ 200 mil, mas afirmou que não se recordava dos nomes das outras pessoas que dividiram a propina.

Conforme o comunicado da Rolls-Royce, o único acordo que já está fechado é com as autoridades britânicas. Os acordos da empresa no Brasil e nos Estados Unidos ainda estão sob negociação.

A empresa é investigada nos três países por supostas fraudes em contratos com companhias locais. No caso do Brasil, as autoridades apuram o envolvimento da Rolls-Royce em contratos com a Petrobras.

De acordo com uma reportagem divulgada pelo jornal britânico “The Guardian” e pela rede de tv BBC, a Rolls-Royce contratou uma rede de agentes que atuavam no pagamento de propina para o fechamento de contratos em, pelo menos, 12 países.

O G1 tentou contato com o Ministério Público Federal (MPF) para mais detalhes sobre o acordo de leniência. No entanto, a procuradoria no Paraná não havia respondido até a última atualização desta reportagem.

 

Fonte: G1

 



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